Empatia, flexibilidade, medo ou cansaço. O que levaremos para 2021?


Estamos terminando o ano de 2020. Será? Parece que esse ano não terminará como os outros anteriores, em 31 de dezembro. Infelizmente não teremos “final de ano” agora porque este ano continuará por meses, talvez até mais um ano. Precisamos respirar fundo e seguir...


Pode não parecer, mas essa é uma mensagem de esperança. Mas uma esperança realista e cheia de amor.


Somente quando temos a coragem de sermos vulneráveis e transparentes, podemos encarar as dificuldades sem o pânico que nos congela e nos impede de reagir. O medo, que faz parte do instinto humano e ajuda o nosso corpo a produzir adrenalina, nos deixa mais ativos, espertos, atentos, permitindo-nos reagir.


Esse foi um ano de sentimentos confusos e misturados.


Em março chegou, no mundo inteiro, o novo Coronavírus. Uma nova doença respiratória altamente contagiosa que causou efeitos muito diferentes nas pessoas: algumas estiveram assintomáticas, outras com sintomas leves e, infelizmente, tivemos também os que sucumbiram e morreram.


Ao redor do planeta todos ficamos assustados e fomos de alguma maneira impactados pela pandemia. Lockdown, quarentena, home office, home schooling, delivery, e-commerce, exercícios físicos dentro de casa, conexões familiares afetadas e consultas médicas por vídeo, reuniões de trabalho online e todo o cenário que precisamos estruturar para continuar a viver, se relacionar e permanecer ativos. Viva a tecnologia que nos permitiu tudo isso.


Mas não podemos esquecer que as habilidades que mais exigiram aprendizado foram as humanas: nosso poder de empatia e entendimento do impacto que toda essa situação causou no outro e o exercício da flexibilidade, da atenção, da organização de tempo e do espaço doméstico.


Aprendemos a ser resilientes e humanos. Aprendemos a nos entender como sistema e não como peças soltas. Somos interligados, interconectados, somos todos juntos e ao mesmo tempo: dentro de casa, dentro da empresa, dentro da família; na sociedade.


Nunca fomos tão próximos de nossos entes queridos e de nossos núcleos familiares. Descobrimos que aquilo que muitas vezes sonhamos, não é fácil também. Tivemos que aprender a nos adaptar e viver de outra forma; mas sempre imaginando: “isso vai passar!” Sim vai, mas num timing muito diferente daquele que imaginávamos no início de toda essa confusão.


Os desafios também trouxeram uma grande reflexão aos líderes empresariais: começaram a despertar para a Consciência nos negócios. O modelo econômico atual, que privilegia a riqueza de poucos ao invés do bem-estar de muitos, não pode continuar funcionando.


Voltamos ao começo deste texto, afirmando que o ano de 2020 não terminará em 31 de dezembro. Ele continuará enquanto precisarmos de tempo para ajustar limites de segurança a todos, especialmente com a chegada da vacina. Ele deverá continuar especialmente dentro de todos nós pelo período que precisarmos para entender que todos podemos ser melhores e mais próximos um do outro. Assim transformaremos o que foi compaixão momentânea em hábito de colaboração.


Essa mensagem é de esperança, fé e autoconfiança, pois assim caminhamos de cabeça erguida e olhando para um futuro que também somos responsáveis em construir.


Queremos agradecer a todos por estarem aqui, junto de nós, e que vocês possam agradecer todos os dias por terem saúde, estarem vivos e pela diferença que fazem em suas famílias, comunidades, em nosso movimento, nosso país e nosso mundo.


Enquanto o ano não termina vamos celebrar a esperança do espírito natalino em nossos núcleos familiares usando máscaras, não aglomerando e lavando as mãos.


Vamos entrar em 2021 de qualquer maneira, então que seja da melhor maneira! Que levemos para esse novo calendário todos os aprendizados de 2020, que sejamos sábios e humildes para absorvê-los e aplicá-los.


Um carinhoso abraço,

Equipe do Instituto Capitalismo Consciente Brasil


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